Para saber se você tem diabetes mellitus (DM), é importante verificar o nível de glicose no seu sangue. Isso pode ser feito através de alguns exames:

É possível que você não sinta nada de diferente mesmo com a glicose alta, principalmente no início do diabetes. No entanto, existem alguns sinais e sintomas que podem indicar hiperglicemia (nível alto de glicose no sangue).

Os exames para diagnosticar o diabetes são importantes se você apresentar sintomas que sugiram a doença ou se você não tiver sintomas, mas possuir fatores que aumentam o seu risco de desenvolver diabetes.

Ao fazer esses exames, pode ser que seus níveis de glicose estejam um pouco mais altos do que o normal, mas não o suficiente para ser considerado diabetes. Essa condição é chamada de “pré-diabetes”. Nem todas as pessoas com pré-diabetes desenvolvem diabetes, mas é importante que você fique atento e siga as orientações médicas.

Quando o Diabetes é Diagnosticado

O diagnóstico de diabetes pode ser feito se você apresentar um ou mais dos seguintes resultados:

Se apenas um desses exames estiver alterado, ele precisará ser repetido para confirmar o diagnóstico.

Se você tiver sintomas típicos de glicose alta no sangue, um exame de glicemia feito a qualquer hora do dia, com resultado igual ou superior a 200 mg/dl, pode ser suficiente para o diagnóstico.

O diagnóstico também pode ser confirmado se você tiver, ao mesmo tempo, uma glicemia de jejum igual ou maior que 126 mg/dl e uma hemoglobina glicada igual ou maior que 6,5%.

Sobre o Teste de Tolerância à Glicose Oral (TTGO)

Quando o TTGO for necessário, o TTGO-1h é geralmente preferido por ser mais prático e tão eficaz quanto o TTGO-2h para diagnosticar o diabetes tipo 2 e identificar o pré-diabetes.

No TTGO-1h, os seguintes valores são importantes:

Quando o Rastreamento do Diabetes Tipo 2 é Recomendado

O rastreamento é uma forma de procurar o diabetes em pessoas que não estão sentindo nada. Ele é recomendado para:

Para o rastreamento inicial, os exames de glicemia de jejum e/ou hemoglobina glicada são os mais indicados. A escolha entre eles pode depender do que está mais disponível para você.

Em algumas situações, como se você já tiver sido diagnosticado com pré-diabetes através da glicemia de jejum e da hemoglobina glicada, o exame de TTGO-1h pode ser recomendado para verificar se você já desenvolveu diabetes tipo 2 ou para entender melhor o seu risco futuro.

Se o seu rastreamento inicial mostrar uma glicemia de jejum abaixo de 100 mg/dl e uma hemoglobina glicada abaixo de 5,7%, mas você tiver 3 ou mais fatores de risco ou um resultado alto/muito alto no FINDRISC, o TTGO-1h pode ser recomendado para uma avaliação mais completa.

Se você tiver uma glicemia de jejum abaixo de 100 mg/dl e uma hemoglobina glicada abaixo de 5,7% e tiver menos de 3 fatores de risco, com um resultado baixo a moderado no FINDRISC, geralmente não são necessários outros exames para rastreamento.

Com Que Frequência Você Deve Repetir o Rastreamento:

Rastreamento em Situações Especiais:

O rastreamento para diabetes também é importante se você tiver outras condições de saúde que podem estar relacionadas ao diabetes, como alguns problemas hormonais, doenças no pâncreas, infecção pelo vírus HIV e doença hepática esteatótica metabólica (DHEM).

Se você for começar a tomar medicamentos que podem aumentar a glicose no sangue, como corticoides ou antipsicóticos, é importante fazer o rastreamento para diabetes antes e depois de iniciar o tratamento.

Rastreamento em Crianças e Adolescentes:

O rastreamento para diabetes tipo 2 é recomendado em crianças e adolescentes a partir dos 10 anos de idade ou após o início da puberdade, se eles estiverem com sobrepeso ou obesidade e tiverem pelo menos um fator de risco adicional para o diabetes tipo 2 (como histórico familiar, sinais de resistência à insulina, etc.).

Rastreamento do Diabetes Tipo 1

Se você tiver familiares próximos (pais, irmãos, filhos) com diabetes tipo 1, pode ser considerado um exame para verificar a presença de autoanticorpos. Esse exame pode ajudar a identificar pessoas com maior risco de desenvolver o diabetes tipo 1.

Lembre-se que estas informações são gerais. É fundamental que você converse com seu médico para que ele possa avaliar o seu caso individualmente e indicar os melhores exames e a frequência ideal para o seu acompanhamento.

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